sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

EXTINÇÃO CULTURAL

 
Crise em modernos encontros espirituais

Perderam seu próprio estilo.

Palavras bem vestidas, formas ou otimistas.

Ganharam outro estilo.

Barracos dos justos acabados

São coisas do destino

Ou problemas atuais?

Conscientes desgraçados

Tu vês!!!

São páginas de jornal

Ou noticia na viciante parede de vidro

(...)

O amor é uma facça de fantoches emoções!

E a alma da cultura clama por melhorias atuais,

Por frases mágicas.

E o amor, são sentimentos invertidos.

E a alma da cultura clama!

Confirmo: nada é fantástico

Sem sentido.

Induziram-me a propor uma nova lei: Mudanças!

(virgínio Gouveia)
A AIDS DO ESPÍRITO

Que o dinheiro possa comprar minhas fraquezas!!!

Quando estou contigo

Sinto-me um bicho inferior.

A AIDS do espírito é minha pseutimia!!!

Nada de alegrias, adrenalina, diversão...

Sou seu cano de esgoto colado na minha utopia...



Ao ver os outros perto de ti sinto-me sem cueca,

Parece que ele veio e ao tirar-te de mim deixou-me nu...

Assim como sei que

Quando estou com outra você sente-se sem calcinha...

(...)

É preciso cantar para esquecer o erro

Não é preciso alimentar o medo

Já chegou a hora de se esquecer.

Ai!! Que vontade de fazer de uma faca de cozinha o meu barco,

E navegar pelas minhas veias até chegar na fonte de tudo.

E afogar-me nas lágrimas dos meus pulsos.

Porque o amor....

Tem sabor de chocolate caro e cheira Perfumes da Boticário.

(...)

Cheguei a essa conclusão,

Pois ganhei o desejo como herança e obrigatoriamente sou herdeiro,

E acho que o amor é uma invenção de quem tem dinheiro...



(Virgínio Gouveia)
PRELÚDIO DOS ÚLTIMOS DIAS

 
Não querer nada

É obvio para mim.

Mas para os outros parece o impossível,

O absurdo.

Porque esses outros

Acham que eu... Logo eu

Sempre tenho que querer alguma coisa...?

Não, eu não quero que os outros me vejam nos outros



Quer saber?

Já estou cansado desses outros

Também já estou cansado de querer

Essa vontade impotente

Que se acha onipotente

Sempre me presenteando um prazer ausente.



Sinto-me esgotado de tudo

Essa esperança na esperança também me cansa.

Por que eu sempre tenho que achar que ainda existem fichas?

Onde elas estão?

Que barulho é esse?

O jogo acabou?

É tudo ilusão!

(...)

Fiquei bêbado com a realidade

E agora preciso ir ao banheiro ...

 
(Virgínio Gouveia)
VIDA PÓSTUMA



A apoteose artística prevalece no jazer do autor.

Enquanto seu corpo é plantado na jazida

Suas obras ramificam na perenidade.



Dos heróis ilusórios embutidos

Nas artes de um mortal já vencido.

Exala o sentido perpétuo

Como porta voz da verdade.



Assim escarra suas dores

Em uma árvore morta e já industrializada,

Pretendendo transcender tudo de uma só vez.

Como se não quisesse dizer nada,

Escreve versos, pensando em vomitar lágrimas...

 
(Virgínio Gouveia)

EM BUSCA...EU

Meu labirinto está doente,

Perdi minha mente em esquinas literárias.

Sinto a inesperada autonomia

Distante do horizonte

A procurar labor definido

Por montanhas de concreto.

(...)

Vivo um outono de pensamentos.

Meus sonhos foram seqüestrados

Desde os tempos inocentes,

Meu querer são segredos:

Anunciados em revistas, tv , jornais...

(...)

Posso ser um livreco para todos vocês.

Sobrevivo sobre o lôbrego dos humanos.

Vestirei um lindo espírito,

E a paz e o canto dos pássaros reinarão

Sobre rosas silenciosas, na superfície do infinito.

E perguntarei :

Por que nossa igualdade é tão diferente?

(Virgínio Gouveia)

APROXIME-SE, ISTO É: OUTRO SIGNIFICADO


Perdido paraíso de plástico.

Estações próximas há outros significados.

Sentimentalismo sem o pleonasmo universal:

O amor é lindo!

Fim de semana, santo veneno com doce

Sabor capitalista: coca-cola e hot dog!

Isto é, outro significado.

Sou eu vítima da rotina que traz sombras

Do meu passado,

Onde o humor biografia foi pódio.
(...)
Na gaiola das gaivotas sabotadas

Abrem para fechar,

Isto é, o dia á dia social

Memórias, almas e ambição.

Frases e números.

A religião é um filme

Aproxime-se a tela, meu amigo já está ancorado,

Viciado nas paredes de vidro.

Reafirmo, isto é ...

Aproximem-se,

Suspeitas, datas, globo,

O dia-a-dia social nos porões do planeta global.

Voz, vedes milhões de episódios temerosos.

Dor! Um oásis no obscuro deserto

De concretos tecnológicos.

Trágico é...

Morreram todos os valores...

(Virgínio Gouveia)





quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

AMOR DE MIM


Só fico sem escrever quando não me sinto vivo.
É algo lógico: sinto-me vivo e, logo escrevo.
(...)
O mundo entrou em mim e, de mim só restou o momento.
O mundo entrou em mim e nesse exato momento, eu namorei a esperança.
O mundo entrou em mim e, conheceu a mistura da esperança com o amor de mim.
O mundo entrou em mim e, a esperança mim traiu.
(...)
O mundo insistiu: e de novo, entrou em mim.
E depois de ser traido pela esperança
conclui: eu preciso inventar o amor como a ciência inventou a verdade!
Mas, não consigo fabricar o amor para fora de mim.
Projeções inversas transformaram o que eu sinto em misantropia.
(...)
O mundo insistiu e mais uma vez: de novo, ele quis entrar em mim.
Mas sem a esperança,não consigo fabricar o amor.
Só consigo fabricar apenas o amor de mim,
Que por sinal,
É um amor sem esperança!

(Virgínio Gouveia)





A UTOPIA DO IMPOSSIVEL

O impossível grita:
Desejar é pecado!
Já não suporto mas o medo
Os sonhos, os sonhos.....
Os sonhos não são mentiras!
Por que o impossível não vira utopia?
(...)
Chega de inteligível!
Chega de Amor-Fobia!
Vou colocar o esperma do idealismo no útero
Do sensível !
E por favor!
Não me fale em dadaísmo...
O amor...
Hô amor!
O amor não tem sentido, o sentido é amar!
(Virgínio Gouveia)
O ANTICONFORMISTA EM SUA ROTINA MENTAL

Vivo enterrado em um caixão de carne e osso desde os meus sete anos,
Preocupado com a árvore adulta do passado que passa por mim todos os dias,
E meu humor, é vizinho da depressão.
(...)
Nasci em primeiro de abril de um ano que talvez nunca existiu.
Vivo com medo de mim mesmo,mas estou com tanta saudade!
Marcarei um encontro comigo,pois sou meu melhor amigo.
Não sei, talvez em concretos coloridos?
Um lanche literário, tomaremos um copo do meu pensamento.
Beberemos letra por letra.
Morda uma fatia do meu intuito, pois é semana santa.
Não tenha receio em mastiga o N. E. G. R. O.
Mas, não é um peixe cheio de espinhas?
por que a escuridão é negra?
por que todo anjo é braco ou tem que vestir branco?
por que o urubu é negro comendo carniça?
Não, não somos racistas!
Está com sede?
Racione, beba nossa saliva natural ou beba nossas lágrimas como se fosse champangne até se Embriagar no Natal.
Chega de hipocrisia!
Nossa única doênça é essa felicidade efêmera.
(...)
Sei que não vencerei, mas meu ataque verbal nunca chegará ao seu ômega.
Pois minha munição mental é inestiguível.
E talvez eu sofra menos se minha belo-nave naufragar.
Sou o único entre os únicos fuzileiros intelecto.
O mar, é o tempo
Estou na direção do vento que me levará para qualquer lugar inerte
Onde ninguém pode avistar meu sepultamento aquático,
Que está tão próximo quanto a volta do filho de Deus.
(...)
Não quero morrer nessa noite em claro
Pois, minha esperança de moléstia infinita,
Sempre foi e sempre será perpétua....
(Virgínio Gouveia)
INCÔNDITA INTRODUÇÃO

Sou um simples simplório
ou finjo ser.
Não sei,
um veterano simplório,
E tenho uma grande culpabilidade
No que vivo, no meu merecer.
Não posso dizer,
Mas vocês devem ouvir:
Essa, é mais uma das minhas revoltas juvenis;
Que por tanto pertubar meu subconsciênte
Foi posta para fora por neurônios policiais.
(...)
Mas, espera ai!
(...)
Dêi-me um tempo....
O que quero dizer?
(...)
Essa introdução é tão incôndita
Quanto o público nosocômio.
Não posso usar óculos se posso enxergar.
Vocês não sabem; perdôem-me :
Por mais que tento
vejo que o bastante é aquela luz apagada no fim do túnel.
E o necessário é apenas uma vela preste a se apagar.
Porque sua audição por incrível que pareça
Diz que isso é uma porcaria,
E seus olhos falam-me com as lágrimas a dor que isso o causa.
Então, por favor, sem competição:
Porque a vida é um elevador
Quebrado no térreo.
(Virgínio Gouveia)