sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

VIDA PÓSTUMA



A apoteose artística prevalece no jazer do autor.

Enquanto seu corpo é plantado na jazida

Suas obras ramificam na perenidade.



Dos heróis ilusórios embutidos

Nas artes de um mortal já vencido.

Exala o sentido perpétuo

Como porta voz da verdade.



Assim escarra suas dores

Em uma árvore morta e já industrializada,

Pretendendo transcender tudo de uma só vez.

Como se não quisesse dizer nada,

Escreve versos, pensando em vomitar lágrimas...

 
(Virgínio Gouveia)

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