VIDA PÓSTUMA
A apoteose artística prevalece no jazer do autor.
Enquanto seu corpo é plantado na jazida
Suas obras ramificam na perenidade.
Dos heróis ilusórios embutidos
Nas artes de um mortal já vencido.
Exala o sentido perpétuo
Como porta voz da verdade.
Assim escarra suas dores
Em uma árvore morta e já industrializada,
Pretendendo transcender tudo de uma só vez.
Como se não quisesse dizer nada,
Escreve versos, pensando em vomitar lágrimas...
(Virgínio Gouveia)
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