AMOR DE MIM
Só fico sem escrever quando não me sinto vivo.
Só fico sem escrever quando não me sinto vivo.
É algo lógico: sinto-me vivo e, logo escrevo.
(...)
O mundo entrou em mim e, de mim só restou o momento.
O mundo entrou em mim e nesse exato momento, eu namorei a esperança.
O mundo entrou em mim e, conheceu a mistura da esperança com o amor de mim.
O mundo entrou em mim e, a esperança mim traiu.
(...)
O mundo insistiu: e de novo, entrou em mim.
E depois de ser traido pela esperança
conclui: eu preciso inventar o amor como a ciência inventou a verdade!
Mas, não consigo fabricar o amor para fora de mim.
Projeções inversas transformaram o que eu sinto em misantropia.
(...)
O mundo insistiu e mais uma vez: de novo, ele quis entrar em mim.
Mas sem a esperança,não consigo fabricar o amor.
Só consigo fabricar apenas o amor de mim,
Que por sinal,
É um amor sem esperança!
(Virgínio Gouveia)
Adoro poesias..gostei bastante das suas !
ResponderExcluirbjÃO